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Por que sinto que minha vida está travada mesmo tentando mudar?

Foto do escritor: Volmir Andrioli
Volmir Andrioli
18 de set.
6 min de leitura

Por que sinto que minha vida está travada mesmo tentando mudar?

Você deseja e tenta mudar.

Faz planos, promete a você mesmo que desta vez será diferente, inicia novos projetos, procura conhecimento e até sabe exatamente o que precisaria fazer.

Ainda assim, o tempo passa e parece que tudo volta ao mesmo lugar.

Você adia decisões importantes. Desiste antes de finalizar. Repete os mesmos comportamentos que não fazem bem. Entra nos mesmos tipos de relacionamento. Perde oportunidades por se sentir inseguro(a). Sente medo de ir em frente.

E então surge uma pergunta:

“Por que minha vida continua travada se eu realmente quero mudar?”

A resposta talvez não seja simplesmente falta de força de vontade.

Talvez você esteja tentando mudar apenas no nível consciente

Existe uma grande diferença entre querer mudar e conseguir sustentar uma mudança.

Conscientemente, uma pessoa pode desejar prosperar, ter relacionamentos saudáveis, crescer profissionalmente, cuidar mais de si mesma ou iniciar novos projetos.

Mas, ao mesmo tempo, ela pode carregar medos, inseguranças, crenças limitantes, experiências emocionais mal elaboradas e formas automáticas de reagir que entram em conflito com tudo aquilo que deseja construir para a sua vida

É justamente aí que surgem comportamentos aparentemente contraditórios.

A pessoa quer crescer, mas procrastina.

Quer um relacionamento saudável, mas continua repetindo os mesmos padrões, se envolvendo em relações que a machucam.

Quer prosperar, mas sente medo ou nem percebe quando aparecem oportunidades maiores.

Quer se posicionar, mas não consegue dizer não.

Quer mudar de vida, mas nem sabe por onde começar e/ou sente uma resistência difícil de explicar.

Muitas vezes, não é falta de esforço ou vontade.

Tudo porque existe um padrão emocional atuando por trás do comportamento.

O cérebro aprende padrões para tentar proteger você

Ao longo da vida, nosso cérebro aprende a interpretar experiências e criar respostas para situações semelhantes, pois ele aprende por repetição e evita novas experiências por entender que pode gerar novo sofrimento, então é melhor permanecer como está, pois acaba se acostumando e gerando uma certa “zona de conforto”.

Algumas dessas respostas são úteis.

Outras podem continuar sendo utilizadas mesmo quando já não combinam com a realidade atual.

Uma pessoa que aprendeu durante muitos anos que precisava agradar para ser aceita, por exemplo, pode chegar à vida adulta sentindo enorme dificuldade para dizer não.

Outra que viveu situações e experiências em que errar resultava em críticas intensas pode desenvolver um medo muito grande de tomar decisões.

Alguém que associou exposição a julgamento pode evitar oportunidades justamente quando começa a crescer.

Esses comportamentos podem parecer autossabotagem.

Mas, muitas vezes, são respostas aprendidas.

O problema começa quando tudo aquilo que um dia talvez tenha funcionado como proteção passa a impedir o crescimento.

Alguns sinais de que padrões emocionais podem estar interferindo na sua vida

Você pode perceber situações como:

“Eu sei o que tenho que fazer, mas não consigo fazer.”

“Sempre começo alguma coisa e depois abandono.”

“Tenho medo de tomar decisões.”

“Quando alguma coisa começa a dar certo, parece que eu mesmo estrago.”

“Preciso muito da aprovação das outras pessoas.”

“Penso demais antes de agir.”

“Tenho dificuldade de acreditar que as coisas podem dar certo para mim.”

“Sempre termino nos mesmos tipos de relacionamento.”

“Tenho oportunidades, mas sinto medo de aproveitá-las.”

“Minha vida parece estar parada enquanto todo mundo está avançando.”

Um episódio isolado na sua vida não significa necessariamente a existência de um bloqueio emocional.

Mas quando um comportamento se repete durante anos mesmo que inconscientemente e em diferentes situações, vale a pena observar o padrão com mais atenção.

Pensamentos negativos também podem alimentar esse ciclo

Outro componente importante são os pensamentos automáticos.

Imagine alguém que recebe uma boa oportunidade profissional.

Antes mesmo de avaliar racionalmente a situação, surgem pensamentos como:

“Eu não estou preparado.”

“Provavelmente não vou conseguir.”

“Existem pessoas melhores do que eu.”

“E se eu fracassar?”

“Talvez seja melhor esperar.”

A oportunidade externa pode ser boa.

Mas internamente a pessoa começa a produzir medo, dúvida e insegurança.

Se isso acontece frequentemente, ela pode desistir antes mesmo de tentar.

Depois olha para sua própria vida e conclui:

“Nada acontece para mim.”

Quando, na realidade, em muitos casos é um padrão interno influenciando suas escolhas.

A procrastinação nem sempre significa preguiça

Esse é outro ponto importante.

Procrastinar pode ter várias causas.

Na maioria dos casos, não é simplesmente falta de disciplina.

A tarefa pode estar associada internamente a medo de fracassar, medo de julgamento, perfeccionismo, insegurança ou até medo das consequências do próprio sucesso.

A pessoa adia.

Sente culpa.

Fica ansiosa.

Promete começar amanhã.

Adia novamente.

Com o tempo, começa a acreditar que é incapaz.

E isso fortalece ainda mais o ciclo.

Por isso, em alguns casos, apenas criar listas de tarefas ou tentar se obrigar a produzir mais não resolve a origem do comportamento.

É muito importante compreender o que acontece emocionalmente antes da procrastinação.

Você pode estar repetindo uma identidade antiga

Existe mais uma questão muito importante.

Pessoas podem mudar de emprego, relacionamento, cidade e até situação financeira sem necessariamente mudar alguns padrões internos.

O cenário muda.

Mas a forma de interpretar a vida continua parecida.

Por isso alguém pode sair de relacionamento problemático e, algum tempo depois, entrar em outro relacionamento com características semelhantes.

Pode sair de um emprego em que não se sentia valorizado e novamente aceitar condições parecidas.

Pode aumentar a renda e ainda continuar vivendo permanentemente com medo de faltar dinheiro.

A mudança externa ocorreu.

Mas determinadas crenças, medos e respostas emocionais permaneceram.

É por isso que algumas transformações precisam acontecer também de dentro para fora.

“Vida travada” não significa que você fracassou

É muito importante compreender isso.

Sentir que a vida está travada não significa falta de capacidade.

Significa que pode haver um conflito entre aquilo que você deseja conscientemente e determinados padrões que ainda influenciam suas decisões.

E padrões podem ser compreendidos.

Podem ser questionados.

Podem ser trabalhados.

Novas respostas podem ser desenvolvidas.

O primeiro passo é identificar o padrão

Antes de tentar “ser mais forte”, faça algumas perguntas:

Quando minha vida começa a avançar, o que geralmente eu faço?

Quais pensamentos aparecem antes de eu desistir?

Que situações despertam mais medo e insegurança?

Existem comportamentos que se repetem nos meus relacionamentos?

O que eu acredito sobre dinheiro, sucesso, amor, capacidade e merecimento?

Tenho dificuldade de receber reconhecimento?

Tenho medo de decepcionar as pessoas?

Tenho dificuldade para colocar limites?

Sempre espero sentir segurança absoluta antes de agir?

Essas perguntas ajudam a sair de:

“Minha vida não dá certo.”

para algo muito mais útil:

“Existe algum padrão que eu ainda não estou percebendo?”

Essa pequena mudança na forma de questionar já transforma a maneira de olhar para o problema.

Quando buscar ajuda

Se esses padrões estão provocando sofrimento significativo ou prejudicando relacionamentos, trabalho, sono, decisões ou qualidade de vida, procurar ajuda profissional pode ser importante.

Quadros persistentes de ansiedade, depressão, crises intensas, pensamentos de autoagressão ou outros sintomas de saúde mental também devem ser avaliados por profissionais habilitados, como psicólogos, médicos ou psiquiatras, conforme a necessidade.

Processos terapêuticos integrativos ajudam de forma complementar no desenvolvimento emocional e no autoconhecimento, mas não substituem cuidados médicos ou psicológicos quando estes são indicados.

E se o problema não for falta de esforço?

Talvez já tenha tentado mudar diversas vezes.

Ou já tenha se cobrado muito.

Talvez acredite que existe alguma coisa errada com você.

Mas existe outra possibilidade:

você pode estar tentando resolver no nível do comportamento aquilo que também precisa ser compreendido no nível emocional.

Foi pensando justamente nesses padrões que desenvolvi meu trabalho na Total Cure Terapias.

Método Destravar

Sou Volmir Andrioli, terapeuta e idealizador do Método Destravar, da Total Cure Terapias.

O Método Destravar foi desenvolvido para pessoas que percebem padrões emocionais, pensamentos, medos e comportamentos que continuam limitando diferentes áreas da vida, mesmo quando existe vontade consciente de mudar.

O processo busca identificar essas travas, compreender sua relação com a história emocional da pessoa e trabalhar novos significados e respostas, fortalecendo aspectos como autoestima, segurança, autonomia, posicionamento e poder pessoal.

O acompanhamento é individual e realizado através de um processo estruturado de 8 encontros, com acompanhamento durante 90 dias.

O atendimento pode ser realizado online para todo o Brasil ou presencialmente em Não-Me-Toque/RS.

Se você sente que sua vida está travada, talvez a pergunta não seja:

“Por que eu não consigo mudar?”

Talvez seja:

“O que dentro de mim ainda está impedindo que a mudança que eu desejo se sustente?”

Identificar isso pode ser o começo de uma nova forma de conduzir sua vida.

Volmir Andrioli – TerapeutaIdealizador do Método DestravarTotal Cure Terapias

 
 
 

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