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Traumas da infância: quando o passado continua comandando a vida adulta

  • Foto do escritor: Volmir Andrioli
    Volmir Andrioli
  • 22 de ago.
  • 2 min de leitura

Você já se perguntou por que algumas pessoas sabem exatamente o que deveriam fazer, mas não conseguem agir? Medo de rejeição, dificuldade para dizer não, necessidade de aprovação, ciúme, medo de abandono e sensação de perigo constante podem estar relacionados a experiências vividas durante a infância.


Nos primeiros anos, a criança aprende se é amada, segura, valorizada e se pode confiar nas pessoas. Essas aprendizagens surgem principalmente das experiências repetidas de acolhimento, crítica, rejeição, proteção, abandono e validação. Experiências adversas podem afetar a regulação emocional e os vínculos afetivos.


O impacto depende da idade, intensidade, frequência, apoio disponível e recursos emocionais. Quando a criança se sente ameaçada, humilhada, abandonada ou sobrecarregada, o sistema nervoso pode criar estratégias de sobrevivência úteis naquele momento, mas que continuam automáticas na vida adulta.


Na linguagem da neurociência, falamos em memórias implícitas, condicionamento emocional e esquemas aprendidos. Situações atuais podem despertar respostas antigas: ansiedade, fuga, agressividade, controle, isolamento, dificuldade de confiar e autossabotagem.


Rejeição emocional, críticas e humilhações, negligência afetiva, abandono, imprevisibilidade dos cuidadores, brigas constantes, bullying, excesso de cobrança, superproteção, parentificação e abuso físico ou sexual podem influenciar a autoestima, os limites, a segurança e os relacionamentos.


Baixa autoestima, falta de amor próprio, dificuldade de confiar, medo de se posicionar, pensamentos negativos automáticos, relacionamentos ansiosos ou evitativos, dificuldade social, medos, fobias e preocupação constante com o futuro podem ser padrões aprendidos. Isso não significa que exista uma única causa para cada dificuldade, mas compreender a história emocional ajuda a ampliar as escolhas.


A história influencia quem somos, mas não precisa determinar para sempre quem seremos. A neuroplasticidade permite novas aprendizagens, significados e comportamentos. Ressignificar não apaga o passado: ajuda a lembrar sem reagir como se ainda estivesse vivendo nele.


O trabalho terapêutico investiga o que aconteceu, o que a pessoa aprendeu sobre si, como isso influencia suas decisões e quais comportamentos ainda usa para se proteger. O objetivo é abrir espaço para autoestima, segurança, limites, relacionamentos equilibrados e poder pessoal.


O Pacote Terapêutico Completo Destravar foi organizado em oito encontros individuais de aproximadamente 60 minutos, com acompanhamento durante 90 dias, avaliação inicial, trabalho com criança interior, ressignificação familiar, relacionamentos, amor próprio, procrastinação, prosperidade, libertação emocional e fortalecimento do poder pessoal. Inclui suporte individual e materiais complementares. O atendimento pode ser online ou presencial.

Você não precisa continuar repetindo aquilo que um dia precisou aprender para sobreviver. A criança precisou se adaptar; o adulto pode aprender a escolher. Você não consegue mudar o que aconteceu, mas pode mudar o significado que aquilo continua tendo dentro de você.

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